terça-feira, 28 de junho de 2016

Vias


Vou

mas não trago boas notícias. Carrego em mim o peso do imundo minhas roupas ainda encharcadas da última tempestade de lágrimas. Venho pela Marginal, bambeio nessa linha tênue Todos os carros me atropelaram uma via se abre para meu sangue verter. Eu vim te ver mas sei que volto sempre vazia de você. Há um buraco em minha cabeça meus pensamentos escapam e caem por aí. Da janela em movimento sigo o rastro do que perdi. Não me iludo. Não sofro. Sei que mais amo o vazio do que o conteúdo que aprendi. Vou, mas vou oca de poesia de sangue e de alma e não trago boas notícias. Tenha calma.

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