Como eu posso viver sem você ?
Quem deixou você nascer? Quem deixou morrer?
Como posso viver com você se todos os dias você adoece ? Como posso suportar sua existência se todos os dias você morre?
Como fui deixar que você me amasse assim? Porque fui te conhecer? Como eu vivo sem você?
Como devo suprimir meu sentimento ? Como vou fazer para amar meus outros irmãos ?
Onde escondo essa dor no meu peito Pe?
E se não é você nesse vazio, quem me explica esse buraco?
Morte e vida que explica a matéria escura, foi a sua ida. A dor no meu peito. A corda envolta do meu coração, me suicida todo dia.
Volta irmão não volta não.
LendoLira
terça-feira, 18 de julho de 2017
domingo, 25 de setembro de 2016
Vou não voo
Tudo ficou pela metade. Foram meias palavras. Metade silêncio.
Ficou por acabar, os cigarros, o sexo, a garrafa aberta.
O momento foi suspenso e a música pausada. O lábio entreaberto não soube completar a frase, não houve o estalo do beijo, nem as mentiras continuadas. A porta ficou encostada, não trancada.
Eu prendi o ar e flutuei no quarto, achei sua cara metade - meio engraçada meio cansada.
Onde enfiaram o ponto final? Eu não entendo uma vírgula do que acontece nesse lugar e
parei de chorar antes mesmo de começar.
Fui embora mas não soltei sua mão, então
Me ajude a segurar..
dig dig dig iê"
Ficou por acabar, os cigarros, o sexo, a garrafa aberta.
O momento foi suspenso e a música pausada. O lábio entreaberto não soube completar a frase, não houve o estalo do beijo, nem as mentiras continuadas. A porta ficou encostada, não trancada.
Eu prendi o ar e flutuei no quarto, achei sua cara metade - meio engraçada meio cansada.
Onde enfiaram o ponto final? Eu não entendo uma vírgula do que acontece nesse lugar e
parei de chorar antes mesmo de começar.
Fui embora mas não soltei sua mão, então
Me ajude a segurar..
dig dig dig iê"
4, 5 e 6
O primeiro pensamento é falso. A intuição é dúvida.
As palavras são verdadeiras em minha cabeça antes que as diga.
Nos olhos moram a verdade, se brilhante ou opaca e amarelada, nos olhos a verdade salta.
Prever seus movimentos não é um desafio. De longe todo mundo é normal. Sinto amor e pena.
Você percebeu meu transbordar mas só observou como quem vê o mar. Não moveu uma grama de suas pálpebras. Agora me diz que as faíscas vão todas queimar. Eu quero é que se queimem!
O fruto de sua vaidade nasce da primícia de que
há verdades que na realidade não existem fora de seu dircurso virtual. Onde é que você está afinal? Por que todo esse mistério? Com quem é que lutas ou de quem é que se esconde?
Guardo um tesouro dentro da boca, enterrado embaixo de cada dente e me sinto contente com o que vou lhe dizer- Só existe você!
Quem lê e quem escreve é a mesma pessoa.
Escrevo o que te leio escrever com seu corpo. Há parágrafos infinitos de você.
Em si seu dia começa. Em si seu dia acaba
E só há você em tudo, em todos, em todas estas páginas.
As palavras são verdadeiras em minha cabeça antes que as diga.
Nos olhos moram a verdade, se brilhante ou opaca e amarelada, nos olhos a verdade salta.
Prever seus movimentos não é um desafio. De longe todo mundo é normal. Sinto amor e pena.
Você percebeu meu transbordar mas só observou como quem vê o mar. Não moveu uma grama de suas pálpebras. Agora me diz que as faíscas vão todas queimar. Eu quero é que se queimem!
O fruto de sua vaidade nasce da primícia de que
há verdades que na realidade não existem fora de seu dircurso virtual. Onde é que você está afinal? Por que todo esse mistério? Com quem é que lutas ou de quem é que se esconde?
Guardo um tesouro dentro da boca, enterrado embaixo de cada dente e me sinto contente com o que vou lhe dizer- Só existe você!
Quem lê e quem escreve é a mesma pessoa.
Escrevo o que te leio escrever com seu corpo. Há parágrafos infinitos de você.
Em si seu dia começa. Em si seu dia acaba
E só há você em tudo, em todos, em todas estas páginas.
domingo, 18 de setembro de 2016
Ao irmão que já partiu
Respiro fundo. Abril é o mês em que não existo.
Abril te trouxe a existência, em abril eu não respiro.
Respire fundo, sei que dói, é para o seu bem.
Abril é o mês que você vem.
Não peço para vir e não pedi para partir.
O ato de se soltar da partícula. O átomo que se despede da vida.
Quatorze anos de vida não é viver e para me ver, te peço- respire.
Abril se fecha, retorno a existência, sem pressa, volto a respirar
Você para. Eu piro, Me fere. Me viro.
Respiro sem você todos os dias da minha vida.
Trágica e bela! Autônoma e indomável vida.
Por você estico meus alvéolos, por você- sístole/diástole
Por você respiro fundo e grito. Brava e retumbante, triste, inconformada.
Grito por que sou teu eco.
Já que não respira, inspira em mim essa poesia.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Não relativo
Não eu não gosto de você.
Não ficarei ao seu lado para sempre, não vou acordar com você, tão pouco pegaria no sono.
Não lembrarei dos dias bons, não serei saudoso com esse amor, não rimarei nada com or.
Não serei seu amigo, não ouvirei seu disco favorito, nem vou saber da cor que mais gosta.
Não te seguirei no seu dia, não vou me despedir de você no metrô, nem carregar sua bolsa.
Nã vou olhar nos olhos sem nunca me acostumar com tal beleza, não te estimarei.
Na serei perpétuo, nunca falarei ''pra sempre'', não vou me lembrar do seu cheiro.
N te mandarei mensagens em um dia ruim, não vou te desejar quando estiver frio, apenas me cubro e pronto.
N serei forte o bastante pra terminar esse negócio, não serei maduro
. vou perceber que na verdade sou fraco, feito de linhas e fiapos
vou ter a paciência
vou voltar ao inicio do poema
e achar o que ficou por lá
Não.
Não ficarei ao seu lado para sempre, não vou acordar com você, tão pouco pegaria no sono.
Não lembrarei dos dias bons, não serei saudoso com esse amor, não rimarei nada com or.
Não serei seu amigo, não ouvirei seu disco favorito, nem vou saber da cor que mais gosta.
Não te seguirei no seu dia, não vou me despedir de você no metrô, nem carregar sua bolsa.
Nã vou olhar nos olhos sem nunca me acostumar com tal beleza, não te estimarei.
Na serei perpétuo, nunca falarei ''pra sempre'', não vou me lembrar do seu cheiro.
N te mandarei mensagens em um dia ruim, não vou te desejar quando estiver frio, apenas me cubro e pronto.
N serei forte o bastante pra terminar esse negócio, não serei maduro
. vou perceber que na verdade sou fraco, feito de linhas e fiapos
vou ter a paciência
vou voltar ao inicio do poema
e achar o que ficou por lá
Não.
Áries
E me apaixono, e me apaixono novamente.
E me apaixono pra caralho e eternamente
vou me apaixonar.
Pode esperar que aconteça, nessa beleza
tô sempre pulando de cabeça.E a quebro
e junto os pedacinhos.
E alguém abaixa pra me ajudar a recolher.
E me apaixono mais uma vez até morrer.
E me apaixono pra caralho e eternamente
vou me apaixonar.
Pode esperar que aconteça, nessa beleza
tô sempre pulando de cabeça.E a quebro
e junto os pedacinhos.
E alguém abaixa pra me ajudar a recolher.
E me apaixono mais uma vez até morrer.
Resiliência
E se um dia descobrir que não há você.
Se tocar em outros cabelos e tocar na ausência de você.
Se souber que não é teu corpo.
Se acabar todo o conteúdo do copo
e a conversa se esvair no espaço.
Quando a pausa durar mais que meus segundos suportáveis.
Vou saber que não está.
Que já esteve mas não ficou.
Se tocar em outros cabelos e tocar na ausência de você.
Se souber que não é teu corpo.
Se acabar todo o conteúdo do copo
e a conversa se esvair no espaço.
Quando a pausa durar mais que meus segundos suportáveis.
Vou saber que não está.
Que já esteve mas não ficou.
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