Não eu não gosto de você.
Não ficarei ao seu lado para sempre, não vou acordar com você, tão pouco pegaria no sono.
Não lembrarei dos dias bons, não serei saudoso com esse amor, não rimarei nada com or.
Não serei seu amigo, não ouvirei seu disco favorito, nem vou saber da cor que mais gosta.
Não te seguirei no seu dia, não vou me despedir de você no metrô, nem carregar sua bolsa.
Nã vou olhar nos olhos sem nunca me acostumar com tal beleza, não te estimarei.
Na serei perpétuo, nunca falarei ''pra sempre'', não vou me lembrar do seu cheiro.
N te mandarei mensagens em um dia ruim, não vou te desejar quando estiver frio, apenas me cubro e pronto.
N serei forte o bastante pra terminar esse negócio, não serei maduro
. vou perceber que na verdade sou fraco, feito de linhas e fiapos
vou ter a paciência
vou voltar ao inicio do poema
e achar o que ficou por lá
Não.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Áries
E me apaixono, e me apaixono novamente.
E me apaixono pra caralho e eternamente
vou me apaixonar.
Pode esperar que aconteça, nessa beleza
tô sempre pulando de cabeça.E a quebro
e junto os pedacinhos.
E alguém abaixa pra me ajudar a recolher.
E me apaixono mais uma vez até morrer.
E me apaixono pra caralho e eternamente
vou me apaixonar.
Pode esperar que aconteça, nessa beleza
tô sempre pulando de cabeça.E a quebro
e junto os pedacinhos.
E alguém abaixa pra me ajudar a recolher.
E me apaixono mais uma vez até morrer.
Resiliência
E se um dia descobrir que não há você.
Se tocar em outros cabelos e tocar na ausência de você.
Se souber que não é teu corpo.
Se acabar todo o conteúdo do copo
e a conversa se esvair no espaço.
Quando a pausa durar mais que meus segundos suportáveis.
Vou saber que não está.
Que já esteve mas não ficou.
Se tocar em outros cabelos e tocar na ausência de você.
Se souber que não é teu corpo.
Se acabar todo o conteúdo do copo
e a conversa se esvair no espaço.
Quando a pausa durar mais que meus segundos suportáveis.
Vou saber que não está.
Que já esteve mas não ficou.
Cuidado Perigo
Acordei como se fosse ontem
molhado em um exagero sem precedentes.
Um salto em minha memória me trouxe certeza e, claro, junto a ela caminha também a tristeza.
Eu vi a forma do Perigo e é claramente, indubitavelmente (e eu odeio esta palavra) a coisa (e eu amo esta palavra) mais linda que já se viu!
O vento transpassava seus cabelos e tentava beijar aquele sorriso mas o perigo não deixava.
Suficientemente, sozinho e presente, nenhuma poesia o capturava.
Montado no momento, passou em minha frente, meu medo o transportava. Meu medo... Só por ele eu o enxergava. Amei o meu medo. No canto dos lábios, uma risada.
E o rastro daquele momento levou todas as minhas cores(que nem eram tantas). Levou tom sobre tom e toda vida que pairava o seguia dançante.
Da música daquilo, ficou comigo só uma nota. Aquela que nem nota é, que prepara para a entrada do refrão.
A que convida
Com vida ao
Perigo
Da vida.
Desapelo
Somos todos iguais. Mas não servirei de exemplo,
não seja igual a mim.
Já mantive minha família distante
e tive amigos mais chegados que um irmão. Desejo o que é melhor pra mim, mas nem sempre. Segui o amor sabendo que ele andava de mãos dadas com a saudade. Tomei o néctar da fruta, tão doce que me levou ao desespero e me fez enxergar minha nudez. Enxerguei que ganhei aquilo que um dia havia de perder Vamos! Logo! Desprenda-se desse corpo! '' |
Doa
Perdoa oque puder.
Pegue oque quiser.
Já que seus minutos se tornaram meus por direito, pois sei ser isso que você quer.
Doa. Socorra. Discorra. Derrame toda sua empatia, seus vícios, terapias, chás, manias. Toda sua Angustia.
Beberei de suas nuances, sou parte do que você esconde.
Resido ao lado do outro lado
de sua lua.
Me encare, me ouça, me engula
perdoa a vagarosa digestão
Essa música que canto hoje
também já foi tua.
E foi
Rápido! Antes que o cheiro se esvaia.
Durma com essa cabeça trincando, tamanho desejo.
Corre! Dentro de sua pele veneno, vermelho, faísca é teu póro
de porre, não morre, não mata a tua sede.
De fato, esse ato vai longe.
Ou não.
Durma com essa cabeça trincando, tamanho desejo.
Corre! Dentro de sua pele veneno, vermelho, faísca é teu póro
de porre, não morre, não mata a tua sede.
De fato, esse ato vai longe.
Ou não.
Gira Mundo
O mundo é muito pequeno! Mal caibo nele!
Mal começa, na mesma linha, já acaba. Mal se comete o mau e xablau! A ação retorna para o emissor. Sim senhor, seu karma mau cabe no mundo! Pois é muito pequeno. Cinco vidas numa mesma cama, 4 línguas numa mesma boca, vinte e cinco famílias numa mesma casa, seus dramas constringem o teto. Num banco de praça, se sentam o militante, o meliante, a evangélica e todos os meus primos. Só há uma praça. Sem flor. Favor achar graça. O mundo é muito pequeno, só há uma piada. O mundo é muito pequeno, mau cabe meu coração, mau cabe o cheiro do creme do meu cabelo. Quem dirá suas paixões, quem dirá seus 144 caracteres, quem dirá sua reputação. Não cabe! É pequeno demais que mais uma letra nesse poema o fará explodir! L |
Mea culpa
Mea culpa, mea máxima culpa
tocar-te os labios feito flor desabrocha-los, suga-los, morder-te um pedaço.
Mea culpa usar da magia, da alta e da baixa, faze-la girar ao seu redor.
Culpa mea toda essa fissura, o anseio e a saudade.
Meo ode a melancolia, mea metade.
Tua é só minha vaidade que escorre por essas linhas.
Tua é a parcela já rendida em horas de atraso.
Tua é o que trago, o que sugo e escarro.
Não morra de mim, eu dizia. Mas se fosse eu, eu fugia.
Culpa mea.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
ASSOPRA AQUI
Os pais possuem, os filhos herdam.
Há um espelho por trás de seus olhos.
Não há para onde correr.
E qual é o cão que não irá se apaixonar, me diz !?
Na fila do parto você foi erro aleatório.
Eu queria uma poesia, mas me veio náusea.
E a culpa é desse seu queixo duro que não me deixa mentir.
Fico imerso numa areia onde Tudo é a verdade.
Mas um grão único me fere os olhos e
em nada mais pode pensar minha cabeça
A não ser o maldito grão!
Como de costume, você acha tudo isso normal.
Se meu corpo é invadido por tamanha insignificância
o significado pouco importa.
Quero livre os meus olhos!
Pobre menino cabeça de flor
que não conhece a verdadeira face dos fatos.
Um grão de areia não pode cega-lo a não ser que tu lutes contra.
Que no desespero da agonia, esfregue - o contra si num frenesi.
Rezando ao próprio corpo que absorva o grão de poeira, areia, da porra que for!
Sua prece é visualizada, marejada e ignorada com sucesso.
Pois só quando se esquece é que se perde de vista.
Nunca ao contrário!
Seguimos confiantes nessa lição -
A paixão te cega e é eterna
[enquanto dure]
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