segunda-feira, 4 de julho de 2016

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Os pais possuem, os filhos herdam.
Há um espelho por trás de seus olhos.
Não há para onde correr. 

E qual é o cão que não irá se apaixonar, me diz !?

Na fila do parto você foi erro aleatório.
Eu queria uma poesia, mas me veio náusea.
E a culpa é desse seu queixo duro que não me deixa mentir.

Fico imerso numa areia onde Tudo é a verdade.
Mas um grão único me fere os olhos e 
em nada mais pode pensar minha cabeça

A não ser o maldito grão! 

Como de costume, você acha tudo isso normal.
Se meu corpo é invadido por tamanha insignificância
o significado pouco importa.

Quero livre os meus olhos! 

Pobre menino cabeça de flor 
que não conhece a verdadeira face dos fatos.
Um grão de areia não pode cega-lo a não ser que tu lutes contra.

Que no desespero da agonia, esfregue - o contra si num frenesi.
Rezando ao próprio corpo que absorva o grão de poeira, areia, da porra que for!
Sua prece é visualizada, marejada e ignorada com sucesso.

Pois só quando se esquece é que se perde de vista.
Nunca ao contrário! 

Seguimos confiantes nessa lição - 
A paixão te cega e é eterna
 [enquanto dure]

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