Mea culpa
Mea culpa, mea máxima culpa
tocar-te os labios feito flor desabrocha-los, suga-los, morder-te um pedaço.
Mea culpa usar da magia, da alta e da baixa, faze-la girar ao seu redor.
Culpa mea toda essa fissura, o anseio e a saudade.
Meo ode a melancolia, mea metade.
Tua é só minha vaidade que escorre por essas linhas.
Tua é a parcela já rendida em horas de atraso.
Tua é o que trago, o que sugo e escarro.
Não morra de mim, eu dizia. Mas se fosse eu, eu fugia.
Culpa mea.
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